<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Blog do Blabos de Blebe &#187; Opinião</title>
	<atom:link href="http://blog.blabos.org/category/bla-bla-bla/opiniao/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://blog.blabos.org</link>
	<description>Perl, tecnologia e algum blá blá blá</description>
	<lastBuildDate>Thu, 18 Aug 2011 03:28:54 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.2.1</generator>
		<item>
		<title>O Caos, a Moda e o Hacker</title>
		<link>http://blog.blabos.org/2010/07/o-caos-a-moda-e-o-hacker/</link>
		<comments>http://blog.blabos.org/2010/07/o-caos-a-moda-e-o-hacker/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 31 Jul 2010 20:57:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>blabos</dc:creator>
				<category><![CDATA[C/C++]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Linux]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Perl]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.blabos.org/?p=725</guid>
		<description><![CDATA[O Caos Nesta sexta feira aconteceu a última aula do curso de férias de 20hs que eu e alguns amigos ministramos na FEI sobre introdução ao Linux. Gostaria de registrar mais uma vez nosso agradecimento por todo o apoio que recebemos da instituição, representada pelo Professor Plínio. O curso foi carinhosamente redefinido durante a semana [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3>O Caos</h3>
<p style="text-align: justify;">Nesta sexta feira aconteceu a última aula do curso de férias de 20hs que eu e alguns amigos ministramos na <a href="http://www.fei.edu.br">FEI</a> sobre introdução ao Linux. Gostaria de registrar mais uma vez nosso agradecimento por todo o apoio que recebemos da instituição, representada pelo <a href="http://www.fei.edu.br/~plinio.aquino/">Professor Plínio</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">O curso foi carinhosamente redefinido durante a semana como &#8220;Uma caótica e divertida introdução ao mundo Linux&#8221;, pois ao invés de nos focarmos em memorização de comandinhos, tentamos mostrar aos alunos como se virar sozinhos, habituando-os a usar o manual e deixando-os confortáveis o suficiente para experimentar.</p>
<p><span id="more-725"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A temática foi mais ou menos no estilo de &#8220;O que acontece se eu apertar esse botão vermelho?&#8221;, onde até mesmo os instrutores faziam coisas erradas para utilizar isso como gancho para o tópico seguinte.</p>
<p style="text-align: justify;">No primeiro dia falamos para os alunos que eles não precisavam de um curso com especialistas para que pudessem explorar o sistema, então a frase mais usada foi &#8220;Não sei. Vamos procurar no man?&#8221;, seguida de uma ajudinha sobre como localizar e entender o manual corretamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse formato, interagimos sobre manuais, comandos básicos, organização do sistema de arquivos, permissões, pipes, descritores de arquivos, redirecionamento de E/S, particioamento entre outros tópicos, sempre focando nas dúvidas dos alunos, ao invés de no programa do curso, mostrando que eles poderiam destrinchar um determinado assunto tão profundamente quanto quisessem.</p>
<p style="text-align: justify;">Naturalmente, acabamos não tendo tempo de entrar em vários assuntos, mas os tópicos que não abordamos, ou os termos mais específicos eram deixados no quadro para que eles anotassem e pesquisassem por conta própria, sempre tomando o cuidado de dar uma direção, de forma que eles não ficassem perdidos ou com tudo mastigado.</p>
<p style="text-align: justify;">Na quata feira, abordamos a instalação do Linux, tomando como exemplo o Ubuntu. Até mesmo um pendrive que corrompeu algumas ISOs serviu de gancho para falarmos de checksum. Em pouco tempo eles já estavam configurando o sistema sozinhos, atualizando e instalando pacotes sem que precisássemos interferir muito.</p>
<p style="text-align: justify;">A quinta feira foi o dia mais audacioso para um curso introdutório. Focando nas necessidades dos alunos, abordamos ferramentas de desenvolvimento e debug. Demos uma visão geral das etapas de compilação, mostramos como as macros são pre-processadas, como é gerado código objeto e como os objetos são linkados. Falamos brevemente sobre cpp, gcc, ld, gdb, nm, objdump, e sobre como as bibliotecas são criadas, sem assustar com os comandos, focando nos conceitos por trás de tudo.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora esse seja um tópico razoavelmente avançado, mostramos para os alunos que eles tinham plenas condições de entender o que estava acontecendo e se aprofundarem no assunto caso quisessem. Mostramos que existe e deixamos por conta da curiosidade de cada um.</p>
<h3>A moda</h3>
<p style="text-align: justify;">Na sexta feira trouxemos um questionamento sobre a humanidade das pessoas que operam as máquinas e sobre como a tecnologia pode ser prejudicial para elas. Tentamos fazer os alunos questionarem-se sobre o porquê de terem escolhido essa carreira.</p>
<p style="text-align: justify;">A esse bate papo seguiu-se uma sessão de perguntas sobre mercado onde foi perguntado quais tecnologias deveriam ser aprendidas para se destacar no mercado. Foi levantada a questão do conhecimento motivado pelo produto, sendo que a visão do mercado é que devemos buscar o conhecimento somente se motivados por um problema ou criação de produtos.</p>
<p style="text-align: justify;">Infelizmente, não tivemos tempo suficiente para uma discussão mais abrangente, mas neste ponto, a opinião dos instrutores diverge da opinião do mercado.</p>
<p style="text-align: justify;">Todos sabemos que a necessidade motiva. Não discordamos disto. O que não aceitamos é que a busca pelo conhecimento seja podada pela existência ou não de uma determinada necessidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando estamos sujeitos às modas do mercado estamos sempre um passo atrás do que está acontecendo. Alguém determinou que a tecnologia X é o estado da arte da computação e só nos resta correr feito loucos para continuar fazendo parte do rebanho. Nós nos tornamos escravos. Seres passivos, reativos.</p>
<p style="text-align: justify;">E sem liberdade de pensamento, sem sentimentos, sem criatividade, nós perdemos aquilo que nos faz humanos. Nós nos tornamos máquinas.</p>
<p style="text-align: justify;">Querem um exemplo?</p>
<p style="text-align: justify;">Na década de 90, a moda do mercado era Delphi. Toda vez que um aluno perguntava o que deveria aprender para entrar no mercado, a resposta era: Delphi. Porque Delphi era utilizado em muitas empresas, porque a maioria das vagas em aberto eram para programadores Delphi, etc. Assim, uma massa enorme de pessoas foi estimulada a aprender uma ferramenta, sem se preocupar com base algorítmica, lógica, estrutura ou estilo. Grande parte tornou-se mão de obra barata e dispensável.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando os ventos do mercado sopraram em uma outra direção, quem não estava realmente preparado foi varrido do mapa.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois vieram o Java, o .NET, o Ruby, entre outros.</p>
<p style="text-align: justify;">Então você está dizendo que essas linguagens são ruins? Definitivamente não, e esse nem é o foco. A sacada é que mesmo nessas linguagens da moda, poucas pessoas estão realmente preparadas e bem posicionadas, enquanto a maioria é só mão de obra substituível e barata.</p>
<p style="text-align: justify;">O que faz um profissional ser bem sucedido é sua capacidade de resolver problemas, e não quantas ferramentas ele sabe manipular.</p>
<p style="text-align: justify;">É claro que quanto mais ferramentas à sua disposição, mais fácil tende a ser o seu trabalho, mas isso só é verdade se você possuir base o suficiente para escolher qual ferramenta se aplica e qual não se aplica. Essa talvez seja a melhor medida de competência.</p>
<p style="text-align: justify;">Voltando ao questionamento anterior, se você só buscar o conhecimento quando houver uma necessidade, você provavelmente não terá à sua disposição conteúdo suficiente para fazer uma boa escolha quando precisar. Na verdade a escolha já terá sido feita por outra pessoa e só te restará a opção de acatar e seguir, depois é claro de correr atrás para aprender o que outra pessoa decidiu que é melhor para você.</p>
<h3>Non Dvcor Dvco</h3>
<p style="text-align: justify;">Quando alguém me pergunta o que deve aprender para entrar no mercado de trabalho, em sempre me lembro da frase que está na bandeira da cidade de São Paulo: Não sou conduzido, conduzo.</p>
<p style="text-align: justify;">Então eu digo que a pergunta está invertida. Está tudo errado e essa falácia é vendida com pompa e circunstância. Você não tem que aprender nada para agradar ao mercado, na verdade o que você tem que fazer é deixar o mercado querendo ter você, te desejando.</p>
<p style="text-align: justify;">Se você fica sempre preocupado com o que os outros querem que você faça, você estará sempre um passo atrás, buscando algo que não é o que você deseja, e que assim que o vento mudar pode se tornar inútil.</p>
<p style="text-align: justify;">Pergunte ao invés disso <strong>quais as características que você precisa desenvolver para se tornar um profissional desejado</strong>. A resposta é simples. Seja excelente. Escolha aquilo que mais lhe dá prazer e dedique-se com afinco. Prepare-se, busque embasamento, não se prenda a ferramentas e comandos, procure conhecer o que está em torno do que você está fazendo. Seja curioso, <a href="http://www.istf.com.br/?page=perguntas">pergunte</a>. Aprenda a ser um <a href="http://www.linux.ime.usp.br/~rcaetano/docs/hacker-howto-pt.html">hacker</a> no verdadeiro sentido da palavra.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando você parar de se preocupar com o que está na moda você vai perceber que há vagas que não conseguem ser preenchidas por empurradores de rato.</p>
<p style="text-align: justify;">Busque sempre o conhecimento, mesmo que sem uma aplicação óbvia, pois as grandes invenções da humanidade só foram possíveis depois de integrar idéias muitas vezes não relacionadas. Há sempre mais de uma ciência por trás de tudo que você toca.</p>
<p style="text-align: justify;">Explore com paixão o máximo de suas habilidades, que o sucesso será uma mera cosequência.</p>
<h3>Apêndice</h3>
<p style="text-align: justify;">Especialmente mas não exclusivamente para os alunos do curso, deixo alguns links interessantes:</p>
<ul>
<li><a href="http://catb.org/esr/faqs/hacker-howto.html">How To Become A Hacker</a></li>
<li><a href="http://catb.org/esr/faqs/smart-questions.html">How To Ask Questions The Smart Way</a></li>
<li><a href="http://www.unix.org/">The UNIX System</a></li>
<li><a href="http://www.gnu.org/">GNU Operating System</a></li>
<li><a href="http://www.minix3.org/">The MINIX 3 Operating System</a></li>
<li><a href="http://www.freebsd.org/">Free BSD</a></li>
<li><a href="http://kernel.org/">Linux Kernel</a></li>
<li><a href="http://www.gnu.org/software/bash/">Bash</a></li>
<li><a href="http://kornshell.com/">KornShell</a></li>
<li><a href="http://tldp.org/">The Linux Documentation Project</a></li>
<li><a href="http://tldp.org/LDP/abs/html/">Advanced Bash-Scripting Guide</a></li>
<li><a href="http://tldp.org/HOWTO/Program-Library-HOWTO/">Program Library HOWTO</a></li>
<li><a href="http://focalinux.cipsga.org.br/">Guia Foca GNU/Linux</a></li>
<li><a href="http://www.projetofedora.org/">Fedora Brasil</a></li>
<li><a href="http://www.ubuntu-br.org/">Ubuntu-BR</a></li>
<li><a href="http://www.slackware.com/">Slackware</a></li>
<li><a href="http://gcc.gnu.org/">GCC</a></li>
<li><a href="http://www.perl.org/">Perl</a></li>
<li><a href="http://www.xfree86.org/">XFree86</a></li>
<li><a href="http://www.x.org/">Xorg</a></li>
<li><a href="http://www.compiz.org/">Compiz</a></li>
<li><a href="http://git-scm.com/">Git</a></li>
</ul>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.blabos.org/2010/07/o-caos-a-moda-e-o-hacker/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Tempo é Dinheiro</title>
		<link>http://blog.blabos.org/2010/01/tempo-e-dinheiro/</link>
		<comments>http://blog.blabos.org/2010/01/tempo-e-dinheiro/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 12 Jan 2010 03:04:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>blabos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Pérolas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.blabos.org/?p=689</guid>
		<description><![CDATA[Como diz o ditado, tempo é dinheiro então vou tentar não me alongar muito. No longínquo janeiro de 2008 eu fiz um dos primeiros posts do blog, comentando um post do Fábio Telles e arriscando algumas opiniões sobre suporte e custos do software livre. Naquela época o próprio Fábio fez uma crítica um pouco contundente, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Como diz o ditado, tempo é dinheiro então vou tentar não me alongar muito.</p>
<p style="text-align: justify;">No longínquo janeiro de 2008 eu fiz <a href="http://blog.blabos.org/2008/01/quem-paga-a-conta-do-suporte">um dos primeiros posts do blog</a>, comentando um post do Fábio Telles e arriscando algumas opiniões sobre suporte e custos do software livre. Naquela época o próprio Fábio fez uma crítica um pouco contundente, mas que eu gostei bastante.</p>
<p style="text-align: justify;">Recentemente, esse post foi lido novamente e comentando, mas não foi um comentário qualquer, foi um super comentário que eu reproduzo abaixo, na íntegra:</p>
<p><span id="more-689"></span></p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p>
Olha meu caro. Software Livre não dá dinheiro a ninguém, não fomenta negócio, não paga impostos, não produz fonte de riquezas, enfim, não tem nenhuma utilidade no mundo capitalista em que vivemos.<br />
<br />
Eu acho que esta onda livre apenas usa o esforço de pessoas que não têm ideologias para fazer o trabalho de grandes empresas como IBM.<br />
<br />
O que eu vejo é grandes empresas usando mão de obra gratuita para fazer o trabalho deles, e estão ganhando rios de dinheiro às custas de programadores recém formados que não tem bandeira nem religião, que acabam abraçando uma idéia mentirosa como esta filosofia open-source.<br />
<br />
Resumindo: estão usando força de trabalho de pessoas ignorantes para atingir seus objetivos comerciais. E é uma pena que muita gente cai nessa.<br />
<br />
Se software livre fosse o futuro o Linux não estaria na casa dos 1% dos monopolizadores dos desktops.<br />

</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Uau!</p>
<p style="text-align: justify;">Eu achei que comentar esse comentário junto com os inúmeros comentários do post original, faria essa troca de idéias passar batida, então, decidi fazer um breve post sobre ele.</p>
<p style="text-align: justify;">Querido Nigel, agradeço profundamente por sua disposição e empenho ao comentar o post.</p>
<p style="text-align: justify;">Você afirma que software livre não dá dinheiro a ninguém. Gostaria então que você me explicasse qual a mágica utilizada por mim para pagar as contas, o domínio e a hospedagem desse blog, onde você é bem vindo para comentar de graça! Oras, me conte qual a mágica, que assim acabaremos com a pobreza no mundo!</p>
<p style="text-align: justify;">Você também afirma que não fomenta negócio e nem paga impostos. Caramba! Então o ISS, o COFINS, a Contribuição Social que a minha empresa paga não existem? O governo está me roubando? Esse tempo todo e eu não sabia que o serviço que presto era isento de impostos. Ainda bem que você me contou isso!</p>
<p style="text-align: justify;">Veja só, eu e minha empresa socialista! Feio, feio feio! Blabos mau!</p>
<p style="text-align: justify;">Essas <a href="http://www.redhat.com">empresas</a> <a href="http://www.canonical.com">malvadas</a> se aproveitando de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Linus_Torvalds">programadores recém-formados</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Alan_Cox">inexperientes</a>, <a href="http://br-linux.org/2010/criador-do-qemu-e-ffmpeg-bate-o-recorde-de-calculo-de-digitos-do-numero-π">bocós</a> e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mark_Shuttleworth">pobres</a>!</p>
<p style="text-align: justify;">Nigel, de acordo com o seu texto, você parece não saber muito bem sobre o que está falando. Eu não vou discorrer aqui sobre a inúmeras formas de se ganhar dinheiro com o software livre, nem o porquê de ele ser socialmente justo, mas te convido a conhecer de verdade a realidade do software livre para que você pare de repetir algo que aparentemente não compreende. Então eu posso de apresentar uns maltrapilhos que terão prazer te pagar uma boa cerveja proprietária com o não-dinheiro que ganhamos com software livre.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.blabos.org/2010/01/tempo-e-dinheiro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>14</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Mídias de Merda</title>
		<link>http://blog.blabos.org/2009/04/midias-de-merda/</link>
		<comments>http://blog.blabos.org/2009/04/midias-de-merda/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 19 Apr 2009 16:21:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>blabos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.blabos.org/?p=498</guid>
		<description><![CDATA[Eu não tenho TV em casa por vários motivos. Que saber qual é um deles? O título é &#8220;Após expulsão, Diego Souza agride santista&#8221;. O Texto é &#8220;Depois de levar cartão vermelho, meia do Palmeiras voltou ao gramado e chutou o zagueiro Domingos&#8221;. http://terratv.terra.com.br/templates/channelContents.aspx?channel=2757&#38;contentid=230288 O vídeo devidamente editado do jogo de ontem, mostra Diego Soza [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Eu não tenho TV em casa por vários motivos. Que saber qual é um deles?</p>
<p><span id="more-498"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O título é <strong>&#8220;Após expulsão, Diego Souza agride santista&#8221;</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">O Texto é <strong>&#8220;Depois de levar cartão vermelho, meia do Palmeiras voltou ao gramado e chutou o zagueiro Domingos&#8221;</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://terratv.terra.com.br/templates/channelContents.aspx?channel=2757&amp;contentid=230288">http://terratv.terra.com.br/templates/channelContents.aspx?channel=2757&amp;contentid=230288</a></p>
<p style="text-align: justify;">O vídeo devidamente editado do jogo de ontem, mostra Diego Soza levando cartão vermelho e em seguida agredindo o jogador santista que fica caído. Diego se descontrola, a torcida selvagem grita seu nome e depois ele ainda volta e dá um pontapé no tal jogador.</p>
<p style="text-align: justify;">Mal, muito mal. AU, AU, AU, Diego é um animal. Não fosse por um detalhe. Este: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=mPn-vGldTiM">http://www.youtube.com/watch?v=mPn-vGldTiM</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem acompanha o Palmeiras sabe que à exceção de poucos, como Marcos, Pierre e o próprio Diego Souza, o time é recheado de moça estrelinha que só é craque jogando na várzea. O jogo estava 2&#215;1 para o Santos, que vencia de forma brilhante. O Palmeiras acabara de fazer um gol por muita sorte e estava tentando colocar uma pressão desesperada no fim do jogo. Pierre e Diego levavam o time nas costas e parecia que iam pelo menos chegar ao empate, ou serem goleados por contra-ateques. O fim do jogo se encaminhava para uma loteria.</p>
<p style="text-align: justify;">O técnico Vagner Mancini, do Santos, espertamente, utilizou um artifício que os argentinos são mestres: o emocional. Sem a menor sombra de dúvidas, colocou Domingos para tirar Diego do jogo. O vídeo do youtube mostra a cena quase completa, diferentemente do famigerado vídeo do Terra TV.</p>
<p style="text-align: justify;">As imagens são do canal sportv, eu acompanhei ao vivo. Mostra claramente o Diego conversando com o Mancini (papo esse confirmado por amobs depois nas coletivas). Em seguida o Domingos cola no Diego que até se assusta ao perceber o adversário falando no seu ouvido. O adversário começa então sua ladainha. Diego olha sem entender nada. Domingos tenta dar uma cabeçada, Diego desvia. Olha para o árbitro, que vem e expulsa os dois.</p>
<p style="text-align: justify;">Na sequência, Domingos continua provocando Diego e simula uma agressão. Diego se revolta e fala pra Domingos parar de fingir levantar. Domingos parece que tomou um <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Vb7lnpk3tRY&#038;NR=1">Roundhouse kick do Chuck Norris</a> em pessoa. Todo mundo no estádio vê a farsa e aí sim começam a gritar o nome de Diego Souza, também revoltados.</p>
<p style="text-align: justify;">Diego Souza perde competamente o controle com esta farsa e acaba voltando a campo quando Domingos já estava dando entrevista aos repórteres (mas que recuperação rápida!). Domingos vê Diego voltando, não se defende, conscientemente vira as costas e espera Diego Souza descontrolado, sem noção o agredir. Finge novamente ter sido atingido por Chuck Norris e rola, rola&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">A cena foi lamentável. Provocação faz parte do futebol. O Santos foi inteligente e eu não o recrimino por isso. Diego Souza se descontrolou e isso foi culpa dele mesmo por não ter o auto-controle necessário para a situação.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa cena me deu uma certa nostalgia pois na época em que eu jogava (não profissionalmente, claro) eu protagonizei uma cena igualzinha a essa do Diego. Perdi completamente o controle, parti para briga. E precisei ser retirado da quadra à força por um amigo que ficou muito chateado por ter que fazer isso comigo. Coloquei em risco a integridade do time inteiro. Dias depois, cabeça fria, reconheci meu erro e em público pedi desculpas à pessoa com a qual queria brigar. Ele foi inteligente e eu infantil na hora do jogo. Isso me serviu de lição. Foi minha última confusão em público, e lá se vão quase 10 anos.</p>
<p style="text-align: justify;">O que mais me deixou agoniado, foi saber exatamente o que se passava na cabeça do Diego. Saber exatamente o que ele estava sentindo. Saber que provavelmente quando ele chutou a placa de patrocínio perto da saída, seu pensamento era &#8220;não é justo&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Detalhe, o Domingos tem histórico de já ter feito dessas antes.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o que realmente me deixa revoltado é o vídeo do Terra, editado, com título e texto completamente parciais. Distorcendo o que realmente aconteceu. Não estou defendendo o Diego Souza nem dizendo que sua atitude lamentável pode ser justificada por uma provocação. Não.</p>
<p style="text-align: justify;">Só acho lamentável a irresponsabilidade de certas mídias de massa ao tentar distorcer os fatos. Eu ainda não vi o que foi veículado na TV aberta, nem pretendo perder meu tempo procurando saber.</p>
<p style="text-align: justify;">Por essas e outras eu não tenho TV em casa e só pretendo ter para assitir DVDs e jogar videogames, quando as outras prioridades ficarem menos importantes. Prefiro eu mesmo ver os fatos, encontrar as minhas notícias e formar minha opinião. Não preciso da opinião de nenhum pseudo-jornalista-zinho de porta de estádio. Eu faço a minha opinião.</p>
<p style="text-align: justify;">Só um adendo: Depois das entrevistas coletivas, um desses mane-zinhos do sportv perseguiu o Keirrison na saída do estádio tentando uma &#8220;entrevista&#8221; com a seguinte pergunta: &#8220;Keirrison, você está acabado?&#8221;. E o pseudo-jornalista-zinho se revoltou porque ele não quis responder à &#8220;pergunta&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Farsa por farsa, ainda prefiro <a href="http://www.youtube.com/watch?v=JLO1YIWQuXE">essa</a>. Depois disso Chuck Norris, que não gosta de farsa, matou Bruce Lee e mídia divulgou que foi uma aspirina&#8230;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.blabos.org/2009/04/midias-de-merda/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>As 20 linhas da vergonha</title>
		<link>http://blog.blabos.org/2009/04/as-20-linhas-da-vergonha/</link>
		<comments>http://blog.blabos.org/2009/04/as-20-linhas-da-vergonha/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 05 Apr 2009 15:20:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>blabos</dc:creator>
				<category><![CDATA[C/C++]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.blabos.org/?p=457</guid>
		<description><![CDATA[Enquanto o arroz vai cozinhado, lembrei-me de um caso curioso que aconteceu comigo no início da carreira, envolvendo gerenciamento de memória em C++. Naquela época, eu era muito mais. Mais jovem, mais rápido, mais arrogante e mais newbie&#8230; Um colega de trabalho mais experiente estava explicando para um outro colega menos experiente que para cada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Enquanto o arroz vai cozinhado, lembrei-me de um caso curioso que aconteceu comigo no início da carreira, envolvendo gerenciamento de memória em C++. Naquela época, eu era muito mais. Mais jovem, mais rápido, mais arrogante e mais newbie&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><span id="more-457"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Um colega de trabalho mais experiente estava explicando para um outro colega menos experiente que para cada <strong>new</strong> deve haver um respectivo <strong>delete</strong>. Caso contrário o objeto persistirá em memória podendo ocorrer memory leaks.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse momento eu o interrompi e disse que &#8220;não necessariamente, pois basta que o objeto saia de escopo para que o destrutor seja chamado automaticamente.&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">A partir daí rolou uns 10 min de debate com argumentos e contra-argumentos, tendo toda a equipe parada assistindo. No final, metade da equipe concordava com ele e a outra metade comigo, e naquele momento ninguém tinha na cabeça uma forma de checar pra ver. Olhar na internet não era uma opção.</p>
<p style="text-align: justify;">Como eu tinha todas as respostas, afinal já programava em PHP, Java e C++ fiquei de demonstrar posteriormente que eu estava certo.</p>
<p style="text-align: justify;">Dias depois, num daqueles momentos filosóficos, lembrei que um endereço na memória é um número, e que é possível tanto converter um endereço para um número comum, quanto fazer o caminho inverso, embora a segunda opção normalmente seja inútil.</p>
<p style="text-align: justify;">Bolei então uma forma de provar a minha teoria: Criaria um objeto num escopo restrito alocando com new. Guardaria o endereço desse objeto como um número comum num <strong>long</strong> fora do escopo restrito, esperaria o escopo restrito finalizar, o destrutor do obejto ser chamado e então, no escopo externo, usaria o número que representava o endereço do objeto para acessar aquela área de memória mostrando que receberia um <strong><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/SIGSEGV">SIGSEGV</a></strong> (segmentation fault) por tentar acessar uma área de memória inválida. Gerei então o código abaixo.</p>

<div class="wp_syntax"><table><tr><td class="line_numbers"><pre>1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
</pre></td><td class="code"><pre class="cpp" style="font-family:monospace;"><span style="color: #339900;">#include &lt;iostream&gt;</span>
<span style="color: #339900;">#include &lt;string&gt;</span>
&nbsp;
<span style="color: #0000ff;">using</span> <span style="color: #0000ff;">namespace</span> std<span style="color: #008080;">;</span>
&nbsp;
<span style="color: #0000ff;">int</span> main<span style="color: #008000;">&#40;</span><span style="color: #0000ff;">int</span> argc, <span style="color: #0000ff;">char</span><span style="color: #000040;">**</span> argv<span style="color: #008000;">&#41;</span> <span style="color: #008000;">&#123;</span>
    <span style="color: #0000ff;">unsigned</span> <span style="color: #0000ff;">long</span> num <span style="color: #000080;">=</span> <span style="color: #0000dd;">0</span><span style="color: #008080;">;</span>
&nbsp;
    <span style="color: #008000;">&#123;</span>
        string<span style="color: #000040;">*</span> str <span style="color: #000080;">=</span> <span style="color: #0000dd;">new</span> string<span style="color: #008000;">&#40;</span><span style="color: #FF0000;">&quot;Hello World!!!&quot;</span><span style="color: #008000;">&#41;</span><span style="color: #008080;">;</span>
        num <span style="color: #000080;">=</span> <span style="color: #008000;">&#40;</span><span style="color: #0000ff;">unsigned</span> <span style="color: #0000ff;">long</span><span style="color: #008000;">&#41;</span>str<span style="color: #008080;">;</span>
&nbsp;
        <span style="color: #0000dd;">cout</span> <span style="color: #000080;">&lt;&lt;</span> <span style="color: #FF0000;">&quot;str: &quot;</span> <span style="color: #000080;">&lt;&lt;</span> str <span style="color: #000080;">&lt;&lt;</span>  endl<span style="color: #008080;">;</span>
        <span style="color: #0000dd;">cout</span> <span style="color: #000080;">&lt;&lt;</span> <span style="color: #FF0000;">&quot;num: &quot;</span> <span style="color: #000080;">&lt;&lt;</span> num <span style="color: #000080;">&lt;&lt;</span>  endl<span style="color: #008080;">;</span>
    <span style="color: #008000;">&#125;</span>
&nbsp;
    <span style="color: #0000dd;">cout</span> <span style="color: #000080;">&lt;&lt;</span> <span style="color: #000040;">*</span><span style="color: #008000;">&#40;</span><span style="color: #008000;">&#40;</span>string<span style="color: #000040;">*</span><span style="color: #008000;">&#41;</span>num<span style="color: #008000;">&#41;</span> <span style="color: #000080;">&lt;&lt;</span> endl<span style="color: #008080;">;</span>
&nbsp;
    <span style="color: #0000ff;">return</span> <span style="color: #0000dd;">0</span><span style="color: #008080;">;</span>
<span style="color: #008000;">&#125;</span></pre></td></tr></table></div>

<p style="text-align: justify;">Eis que para minha surpresa o programa <strong>NÃO</strong> explodiu na minha cara. Ele funcionava corretamente demonstrando que na verdade <strong>EU</strong> era quem estava errado.</p>
<p style="text-align: justify;">Pesquisando mais constatei que sim, para cada <strong>new</strong> deve haver um e somente <strong>delete</strong>, e mais, para cada <strong>new[]</strong> deve haver um e somente um <strong>delete[]</strong>. O que eu achava que sabia sobre gerenciamento de memória e escopos, provavelmente era alguma confusão entre diferentes linguagens.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando eu iniciei a discussão dias antes, eu cometi todos os erros básicos que um newbie comete:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>Se meter onde não foi chamado.</li>
<li>Jurar de pé junto que está certo sem ter provas.</li>
<li>Subestimar o conhecimento de alguém mais experiente.</li>
<li>Achar que tem todas as respostas só porque acabou de ver isso na aula.</li>
<li>Achar que só porque conhece o básico de várias linguagens, então tem todas as respostas.</li>
</ol>
<p style="text-align: justify;">Como todo bom integrante da espécie dos <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Homo_sapiens">Homo sapiens</a>, falei merda. A minha reação a esta descoberta foi assumir para e equipe inteira que eu estava errado, pedir desculpas por ter falado besteira e mostrar essas vinte linhas de código que usei para demonstrar isso. Além disso, mostrei todas as fontes que pesquisei, e ainda trouxe à tona outros detalhes sobre gerenciamento de memória que nos estavam escapando, como <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Circular_reference#Circular_references_in_computer_programming">referências circulares</a>. Isso levou até a um re-desing de algumas partes do projeto.</p>
<p style="text-align: justify;">As minhas 20 linhas de cógigo ficaram conhecidas como &#8220;As 20 linhas da vergonha&#8221; e natualmente eu fui sacaneado por isso. Cada vez que alguém tinha alguma dúvida falavam &#8220;faz aí as 20 linhas da vegonha pra testar&#8221;. O significado era mais ou menos como &#8220;faz aí um teste simples pra não passar vergonha depois&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">O mais importante é que a minha atitude pós-cagada foi bem aceita e trouxe benefícios para a equipe. Se eu tivesse me esquivado, mais cedo ou mais tarde alguém ia provar que eu estava errado na frente de todo mundo, ou pior, nos bastidores. Admitir o erro e aprender com isso mostrou que eu estava preparado para ser contestado. Adicionalmente isso mostrou para equipe que por mais que eu parecesse arrogante (eu pareço mais do que sou&#8230;), eu sabia que era um humano comum, que errava como qualquer um, não me achando superior a ninguém. Isso abriu caminho para que outros membros da equipe se sentissem à vontade para fazer o mesmo e nós nos tornamos uma equipe ainda mais coesa.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.blabos.org/2009/04/as-20-linhas-da-vergonha/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Recursos</title>
		<link>http://blog.blabos.org/2008/12/recursos/</link>
		<comments>http://blog.blabos.org/2008/12/recursos/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 21 Dec 2008 18:47:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>blabos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.blabos.org/?p=173</guid>
		<description><![CDATA[Eu adoro esses termos técnicos do mercado corporativo. Essas palavras com várias consoantes e pronúncia inglesa dão um ar sofisticado a um monte de&#8230; coisa nenhuma&#8230; A parte que mais me diverte são os termos de RH: Coaching: Eu sempre quis ser jogador de futebol! Hunting: Caçar parece divertido&#8230; Mas não quando eu sou a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Eu adoro esses termos técnicos do mercado corporativo. Essas palavras com várias consoantes e pronúncia inglesa dão um ar sofisticado a um monte de&#8230; coisa nenhuma&#8230;</p>
<p><span id="more-173"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A parte que mais me diverte são os termos de RH:</p>
<p style="text-align: justify;">
<ul>
<li><strong>Coaching</strong>: Eu sempre quis ser jogador de futebol!</li>
<li><strong>Hunting</strong>: Caçar parece divertido&#8230; Mas não quando eu sou a caça&#8230;</li>
<li><strong>Recurso</strong>: A minha favorita!</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Eu não sei quanto às outras áreas, eu estou mais acostumado com TI. Nela todos os profissionais são recursos. Assim como água da fonte, petróleo, bauxita, todos os profissionais agora são recursos.</p>
<p style="text-align: justify;">Veja como é simples ser gerente de projeto:</p>
<p style="text-align: justify;">Pegue um projeto, calcule o número de horas de desenvolvimento e some 70%. Os 70% são para a margem de erro da sua conta. Agora divida pelo tempo que você tem até a entrega e some 130%. Os 130% são para o RH que não vai conseguir contratar nem metade do que você precisa. Assim você tem o número de pessoas necessárias para executar o projeto. Pessoas não, recursos.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora pegue essa quantidade de recursos, multiplique pelo salário médio de um Analista Júnior e depois pelo tempo que o projeto vai durar. Você acabou de calcular o custo dos recursos do seu projeto. Por fim peça ao RH para contratar Analistas Seniores com base nesses valores.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas com qual nível? Não importa, aplique um daqueles testes de analista que tem no Google e pronto. É tudo igual, é tudo recurso. É só contratar mais um <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Zb2ElKg6K5I">Gilmar</a>. Cada um vai ficar numa baia igual mesmo. O resto é chicote&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Olha, se você fez um desses cursos de Tecnólogo em Gestão em dois anos, tudo bem. Todo mundo comete erros, é perdoável. Agora se você nunca chegou perto de um computador para algo além de orkut, acha que programador/analista é tudo a mesma coisa, não lê o meu currículo e vem me avaliar com um teste escrito de SQL &amp; C++ que eu encontro no Google, desculpe, eu passo. Se você acha que pode me contratar da mesma forma que você compra uma caixa de cereal no supermercado, desculpe eu passo. Se você acha que eu vou rastejar pra trabalhar pra você apenas pela honra de trabalhar na sua &#8220;Grande Empresa&#8221;, desculpe mas, eu passo.</p>
<p style="text-align: justify;">Infelizmente, salvo raríssimas excessões, o mercado brasileiro de TI ainda é infantil demais. Aposta demais em fórmulas ultrapassadas baseadas na Lei de Gérson e no desrespeito ao profissional. Ainda tem gente que acha que profissionais competentes vão rastejar por vagas. São contratantes medíocres contratando medíocres, pois, profissionais competentes tendem a não ficar sem emprego&#8230;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.blabos.org/2008/12/recursos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Ameba</title>
		<link>http://blog.blabos.org/2008/03/ameba/</link>
		<comments>http://blog.blabos.org/2008/03/ameba/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 19 Mar 2008 03:24:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>blabos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Subversion]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blabos.org/blog/?p=24</guid>
		<description><![CDATA[Recentemente um ?programador? de uma linguagem de modinha, me presenteou com a pérola acima: Sem comentários&#8230; Pelo menos eu lavo minhas próprias cuecas&#8230; E SIM, vou continuar doando meu tempo para ajudar na tradução, pois, o nosso público alvo tem QI de mais de um dígito, e sei que muita gente ainda sofre com a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3280/2344017223_c245df7103_o.png" alt="Ameba" align="texttop" border="1" height="320" hspace="3" vspace="3" width="420" /></p>
<p align="justify">Recentemente um ?programador? de uma linguagem de modinha, me presenteou com a pérola acima:</p>
<p align="justify">Sem comentários&#8230;</p>
<p align="justify">Pelo menos eu lavo minhas próprias cuecas&#8230;</p>
<p align="justify">E SIM, vou continuar doando meu tempo para ajudar na tradução, pois, o nosso público alvo tem QI de mais de um dígito, e sei que muita gente ainda sofre com a barreira do idioma, como eu sofri quando comecei.</p>
<p align="justify">Agradeço a todos da equipe de tradução, e a todos que utilizarem o fruto do nosso esforço.</p>
<p align="justify">Abraços</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.blabos.org/2008/03/ameba/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Tradução, Subversion e as primeiras percepções</title>
		<link>http://blog.blabos.org/2008/01/traducao-subversion-e-as-primeiras-percepcoes/</link>
		<comments>http://blog.blabos.org/2008/01/traducao-subversion-e-as-primeiras-percepcoes/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 30 Jan 2008 09:40:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>blabos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Subversion]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blabos.org/blog/?p=16</guid>
		<description><![CDATA[Aproveitando o tempo chuvoso, neste fim de semana dei sequência à tradução do livro &#8220;Version Control with Subversion&#8221;. Infelizmente o tempo está curto, mas reservei um dia por semana para esta tarefa. No começo pareceu mais difícil do que eu esperava, afinal eu NÃO FALO inglês, apenas leio e escrevo, e isso tem se mostrado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Aproveitando o tempo chuvoso, neste fim de semana dei sequência à tradução do livro &#8220;Version Control with Subversion&#8221;. Infelizmente o tempo está curto, mas reservei um dia por semana para esta tarefa.</p>
<p align="justify">No começo pareceu mais difícil do que eu esperava, afinal eu NÃO FALO inglês, apenas leio e escrevo, e isso tem se mostrado suficiente para a tradução.</p>
<p align="justify">Na verdade estou me divertindo com isso e descobri que traduzir me relaxa. Provavelmente, é porque o livro em si é muito bem escrito. O texto é bem claro e gostoso de ler, tornando a tradução uma mera consequência de entendê-lo.</p>
<p align="justify">No fim das contas estou ao mesmo tempo aumenando meu vocabulário e aprendendo os fundamentos do Subversion. To comprando dois pelo preço de um.</p>
<p align="justify">Espero continuar nesse pique e entregar com antecedência o capítulo, que já está 25% traduzido.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.blabos.org/2008/01/traducao-subversion-e-as-primeiras-percepcoes/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Quem paga a conta do suporte?</title>
		<link>http://blog.blabos.org/2008/01/quem-paga-a-conta-do-suporte/</link>
		<comments>http://blog.blabos.org/2008/01/quem-paga-a-conta-do-suporte/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 28 Jan 2008 09:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>blabos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blabos.org/blog/?p=15</guid>
		<description><![CDATA[Eu estava lendo um artigo do Fábio Telles onde ele contava a história de um cliente que ficou na mão com seu fornecedor de ERP porque o mesmo não dava suporte a novas versões do postgresql. O texto é bastante interessante e aborda a questão do suporte proprietário versus o suporte &#8220;livre&#8221;. O &#8220;suporte livre&#8221; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify"> Eu estava lendo um <a href="http://www.midstorm.org/~telles/2008/01/17/aplicacoes-comerciais-utilizando-o-postgresql/" class="snap_shots">artigo do Fábio Telles</a> onde ele contava a história de um cliente que ficou na mão com seu fornecedor de ERP porque o mesmo não dava suporte a novas versões do postgresql. O texto é bastante interessante e aborda a questão do suporte proprietário versus o suporte &#8220;livre&#8221;.</p>
<p align="justify">O &#8220;suporte livre&#8221; do meu ponto de vista, tem grosseiramente duas conotações, uma a do suporte a software livre, fornecido por empresas, e que é pago, e a outra, do &#8220;suporte gratuito&#8221;, fornecido em fóruns e listas de demais. O suporte &#8220;proprietário&#8221; seria o suporte fornecido por empresas, para soluções proprietárias.</p>
<p align="justify">Eu não pretendo insinuar que um modelo é melhor que o outro, nem fazer comparativos. Cada modelo é adequado a seu próprio nicho e ponto final. Eu vou discorrer apenas sobre um (dentre muitos) dos aspectos do &#8220;suporte&#8221; em listas e fóruns.</p>
<p align="justify">Pra começo de conversa, lista de email e fórum, nunca tiveram pretensão de ser suporte, ou estou errado? O objetivo de ambas é serem um espaço de troca de informações, ajuda, mas não suporte. Se uma ou outra tomou esse rumo é porque teve público e se adequou ao nicho. Ótimo.</p>
<p align="justify">Eu fico pensando: se as empresas cobram pra dar suporte, provavelmente ele tem um custo. Daí eu me pergunto: Quem paga os custos do suporte &#8220;gratuito&#8221;? Aqueles caras da lista então são uns bobões que dão suporte de graça? Se eles são tão bons, por que é que eles não cobram por isso?</p>
<p align="justify">Pois bem, &#8220;não existe cerveja grátis&#8221;. Quando uma empresa contrata um analista ou técnico de suporte para lhe prestar serviço, esse profissional possui um determinado custo por hora. Naturalmente, todos que trabalham, de uma forma ou de outra, acabam cobrando um &#8220;valor/hora&#8221; por seu trabalho e/ou tempo. Toda vez que um profissional de TI dá uma dica num fórum ou lista de email, o tempo que ele gastou desde a formulação do texto até o submit final, se converte em investimento. Mesmo que o post esteja errado, outras pessoas vão corrigi-lo, cedo ou tarde. Dessa forma, a informação flui em duas vias, vai e volta. Toda vez que a informação volta, o investimento se converte em valor agregado.</p>
<p align="justify">Do ponto de vista do profissional de TI, a grosso modo, toda vez que eu posto algo numa lista ou fórum, eu estou pagando com o meu tempo e o meu valor/hora pelo suporte que a lista me dá. Toda vez que eu utilizo uma dica da lista, eu estou sendo cliente. O interessante é que nesse contexto, quem paga o suporte é quem dá o suporte. Em troca, eu obtenho da lista experiência, know-how e prestígio, que é utilizado no mundo real para incrementar a carreira.</p>
<p align="justify">E quem não posta na lista? Está dando calote?</p>
<p align="justify">Tecnicamente, não. Ninguém é obrigado a postar nada, todos são voluntários, e eu já ouvi alguns motivos para não postar, tais como:</p>
<p align="justify">&#8220;Ah, não sou tão bom para postar.&#8221;, ou &#8220;Já responderam à pergunta, se eu postar serei redundante&#8221;, entre outros. Realmente ambas válidas, nada como o bom senso. Na minha opinião seria anti-ético apenas, não contribuir com a intenção de levar vantagem, o que acaba sendo um tiro no próprio pé, visto que o retorno nunca vem&#8230;</p>
<p align="justify">Enfim, o suporte &#8220;gratuito&#8221; também é pago, por mais paradoxal que possa parecer. É um custo pequeno que agrega um valor enorme, mas isso não livra a sua empresa de ter na lista de despesas um profissional competente, seja de uma empresa especializada em suporte ou da sua própria equipe de TI.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.blabos.org/2008/01/quem-paga-a-conta-do-suporte/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Conhecimento</title>
		<link>http://blog.blabos.org/2008/01/conhecimento/</link>
		<comments>http://blog.blabos.org/2008/01/conhecimento/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 04 Jan 2008 03:01:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>blabos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blabos.org/blog/?p=5</guid>
		<description><![CDATA[Segundo a wikipedia, dados são um emaranhado de códigos, que ao obterem significado tornam-se informação. A informação, por sua vez é estática não contribuindo para transformação do mundo. Já o conhecimento, segundo algumas correntes filosóficas, surge ao dar-se intencionalidade e movimento às informações. A informação sozinha não possui valor. Um livro sem alguém que o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Segundo a wikipedia, dados são um emaranhado de códigos, que ao obterem significado tornam-se informação. A informação, por sua vez é estática não contribuindo para transformação do mundo. Já o conhecimento, segundo algumas correntes filosóficas, surge ao dar-se intencionalidade e movimento às informações.</p>
<p style="text-align: justify;">A informação sozinha não possui valor. Um livro sem alguém que o leia, não passa de papel e tinta; uma base de dados sem uma aplicação que trabalhe com ela, não passa de um amontoadado de bits e bytes. Nesse aspecto, o que agrega valor à informação, é dotá-la de movimento, transformá-la em conhecimento, que por sua vez precisa influenciar o ambiente à sua volta.</p>
<p style="text-align: justify;">Fazendo uma analogia à física, a informação é como a massa de um corpo e o conhecimento é o resultado da perturbação que essa massa causa no espaço à sua volta, uma força, que só possui significado ao interagir com outro corpo. Se não há interação, não existe conhecimento e sim informação.</p>
<p style="text-align: justify;">Falando em TI, o novo paradigma mercadológico é justamente o &#8220;knowware&#8221;, que segundo GILSON SCHWARTZ da Folha online, pode ser definido como a combinação de conhecimento e experiência que se adquire por meios <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Conhecimento_t%C3%A1cito">tácitos</a>, pelo convívio com os usuários e pela colaboração com a própria comunidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas empresas por exemplo, passaram a promover cafés da manhã para os funcionários papearem, outras mudaram o layout de suas áreas para que &#8220;esbarrões casuais&#8221; pudessem gerar interação. Como resultado, em boa parte desses bate papos informais começaram a surgir soluções para os problemas enfrentados pela equipe.</p>
<p style="text-align: justify;">O verdadeiro conhecimento depende das interações entre todos aqueles que possuem alguma informação, dando-lhe movimento, sentido e intenção. Só haverá conhecimento se hover interações.</p>
<p style="text-align: justify;">Este blog tem como missão tentar ser um lugar de partilha de informação buscando transformá-la em conhecimento para a humanidade.</p>
<p style="text-align: justify;">
<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Conhecimento">http://www.cidade.usp.br/blog</a><br />
<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Conhecimento">http://pt.wikipedia.org/wiki/Conhecimento</a><br />
<a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1065u1.shtml">http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1065u1.shtml</a><br />
<a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1065u15.shtml">http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1065u15.shtml</a></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.blabos.org/2008/01/conhecimento/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

