Tempo é Dinheiro
Como diz o ditado, tempo é dinheiro então vou tentar não me alongar muito.
No longínquo janeiro de 2008 eu fiz um dos primeiros posts do blog, comentando um post do Fábio Telles e arriscando algumas opiniões sobre suporte e custos do software livre. Naquela época o próprio Fábio fez uma crítica um pouco contundente, mas que eu gostei bastante.
Recentemente, esse post foi lido novamente e comentando, mas não foi um comentário qualquer, foi um super comentário que eu reproduzo abaixo, na íntegra:
Mídias de Merda
Eu não tenho TV em casa por vários motivos. Que saber qual é um deles?
As 20 linhas da vergonha
Enquanto o arroz vai cozinhado, lembrei-me de um caso curioso que aconteceu comigo no início da carreira, envolvendo gerenciamento de memória em C++. Naquela época, eu era muito mais. Mais jovem, mais rápido, mais arrogante e mais newbie…
Recursos
Eu adoro esses termos técnicos do mercado corporativo. Essas palavras com várias consoantes e pronúncia inglesa dão um ar sofisticado a um monte de… coisa nenhuma…
Ameba

Recentemente um ?programador? de uma linguagem de modinha, me presenteou com a pérola acima:
Sem comentários…
Pelo menos eu lavo minhas próprias cuecas…
E SIM, vou continuar doando meu tempo para ajudar na tradução, pois, o nosso público alvo tem QI de mais de um dígito, e sei que muita gente ainda sofre com a barreira do idioma, como eu sofri quando comecei.
Agradeço a todos da equipe de tradução, e a todos que utilizarem o fruto do nosso esforço.
Abraços
Tradução, Subversion e as primeiras percepções
Aproveitando o tempo chuvoso, neste fim de semana dei sequência à tradução do livro “Version Control with Subversion”. Infelizmente o tempo está curto, mas reservei um dia por semana para esta tarefa.
No começo pareceu mais difícil do que eu esperava, afinal eu NÃO FALO inglês, apenas leio e escrevo, e isso tem se mostrado suficiente para a tradução.
Na verdade estou me divertindo com isso e descobri que traduzir me relaxa. Provavelmente, é porque o livro em si é muito bem escrito. O texto é bem claro e gostoso de ler, tornando a tradução uma mera consequência de entendê-lo.
No fim das contas estou ao mesmo tempo aumenando meu vocabulário e aprendendo os fundamentos do Subversion. To comprando dois pelo preço de um.
Espero continuar nesse pique e entregar com antecedência o capítulo, que já está 25% traduzido.
Quem paga a conta do suporte?
Eu estava lendo um artigo do Fábio Telles onde ele contava a história de um cliente que ficou na mão com seu fornecedor de ERP porque o mesmo não dava suporte a novas versões do postgresql. O texto é bastante interessante e aborda a questão do suporte proprietário versus o suporte “livre”.
O “suporte livre” do meu ponto de vista, tem grosseiramente duas conotações, uma a do suporte a software livre, fornecido por empresas, e que é pago, e a outra, do “suporte gratuito”, fornecido em fóruns e listas de demais. O suporte “proprietário” seria o suporte fornecido por empresas, para soluções proprietárias.
Eu não pretendo insinuar que um modelo é melhor que o outro, nem fazer comparativos. Cada modelo é adequado a seu próprio nicho e ponto final. Eu vou discorrer apenas sobre um (dentre muitos) dos aspectos do “suporte” em listas e fóruns.
Pra começo de conversa, lista de email e fórum, nunca tiveram pretensão de ser suporte, ou estou errado? O objetivo de ambas é serem um espaço de troca de informações, ajuda, mas não suporte. Se uma ou outra tomou esse rumo é porque teve público e se adequou ao nicho. Ótimo.
Eu fico pensando: se as empresas cobram pra dar suporte, provavelmente ele tem um custo. Daí eu me pergunto: Quem paga os custos do suporte “gratuito”? Aqueles caras da lista então são uns bobões que dão suporte de graça? Se eles são tão bons, por que é que eles não cobram por isso?
Pois bem, “não existe cerveja grátis”. Quando uma empresa contrata um analista ou técnico de suporte para lhe prestar serviço, esse profissional possui um determinado custo por hora. Naturalmente, todos que trabalham, de uma forma ou de outra, acabam cobrando um “valor/hora” por seu trabalho e/ou tempo. Toda vez que um profissional de TI dá uma dica num fórum ou lista de email, o tempo que ele gastou desde a formulação do texto até o submit final, se converte em investimento. Mesmo que o post esteja errado, outras pessoas vão corrigi-lo, cedo ou tarde. Dessa forma, a informação flui em duas vias, vai e volta. Toda vez que a informação volta, o investimento se converte em valor agregado.
Do ponto de vista do profissional de TI, a grosso modo, toda vez que eu posto algo numa lista ou fórum, eu estou pagando com o meu tempo e o meu valor/hora pelo suporte que a lista me dá. Toda vez que eu utilizo uma dica da lista, eu estou sendo cliente. O interessante é que nesse contexto, quem paga o suporte é quem dá o suporte. Em troca, eu obtenho da lista experiência, know-how e prestígio, que é utilizado no mundo real para incrementar a carreira.
E quem não posta na lista? Está dando calote?
Tecnicamente, não. Ninguém é obrigado a postar nada, todos são voluntários, e eu já ouvi alguns motivos para não postar, tais como:
“Ah, não sou tão bom para postar.”, ou “Já responderam à pergunta, se eu postar serei redundante”, entre outros. Realmente ambas válidas, nada como o bom senso. Na minha opinião seria anti-ético apenas, não contribuir com a intenção de levar vantagem, o que acaba sendo um tiro no próprio pé, visto que o retorno nunca vem…
Enfim, o suporte “gratuito” também é pago, por mais paradoxal que possa parecer. É um custo pequeno que agrega um valor enorme, mas isso não livra a sua empresa de ter na lista de despesas um profissional competente, seja de uma empresa especializada em suporte ou da sua própria equipe de TI.

